Diversos documentos dos órgãos de repressão da ditadura militar
“CODNOMES EM UM CADERNO DE ANOTAÇÕES ME LEVOU AO INFERNO DAS TORTURAS”
Quando eu fui preso, em 4 de abril de 1969, os agentes da ditadura militar encontraram entre meus pertences um caderno de anotações. Apesar de que no caderno só constavam …
INFORME DA AÇÃO POPULAR – AP – SOBRE CAMPANHA NACIONAL CONTRA A REPRESSÃO
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DEPARTAMENTO DE POLICIA FEDERAL CAMPANHA NACIONAL CONTRA A REPRESSÃO DA DITADURA CENIMAR 026/70
PERICIA DESMASCARA VERSÃO DA DITADURA E COMPROVA TORTURA SEGUIDA DE MORTE DO EX-PREFEITO DO BALNEÁRIO CAMBORIÚ
Em anexo PDF com ANÁLISE PERICIAL DOS ELEMENTOS MA TER/AIS PRODUZIDOS EM DECORRÊNCIA DA MORTE DE JOÃO HIGINO PIO. Higino Pio foi o primeiro prefeito de Balneário Camboriú, eleito em 1965, …
ANTONIO DOS TRÊS REIS DE OLIVEIRA, DESAPARECIDO POLÍTICO
RELATO DO CASO Em Apucarana (PR), estudou no Colégio Nilo Cairo e, em 1966, participou do grêmio da escola. Em 1968, ingressou no curso de Ciências Econômicas na Faculdade de …
A SAGA DE ANTONIO GUILHERME RIBAS. DE LÍDER ESTUDANTIL A GUERRILHEIRO NO ARAGUAIA
No dia 20 de setembro de 1946 nascia, na cidade de São Paulo, Antônio Guilherme Ribeiro Ribas – o mais novo de quatro irmãos. Sua infância e juventude foram passadas …
SÔNIA MARIA DE MORAES ANGEL JONES. LAUDO DA EXUMAÇÃO E OUTROS DOCUMENTOS
SÔNIA MARIA DE MORAES ANGEL JONES OCORRÊNCIA 30 de novembro de 1973 em São Paulo DADOS PESSOAIS Filiação: João Luiz Moraes e Cléa Lopes de Moraes Data e local de nascimento: 9 …
OFÍCIO ENCAMINHADO AO QG DO EXÉRCITO INFORMANDO SIMULAÇÃO DE FUGA DE RUBENS PAIVA
Ofício encaminhado ao Quartel General do Exército/ 2º Seção – DOI, por Francisco Demiurgo Santos Cardoso, Major Chefe do DOI, em 21/01/1971, no qual informa seus superiores da versão da suposta fuga de Rubens Paiva. Para …
“O POVO DO ABISMO”: TRABALHADORES E O APARATO REPRESSIVO DURANTE A CONSTRUÇÃO DA HIDRELÉTRICA DE ITAIPU (1974 – 1987)
Dissertação de Mestrado apresentada como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em História, pelo Programa de Pós-Graduação em História, Poder e Práticas Sociais, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná Valdir Sessi Esta dissertação objetiva estudar a organização e a atuação dos aparelhos repressores, formados pelas Agências de Segurança da Itaipu Binacional e pelo Consórcio UNICON, durante o período de 1974 a Para a realização desta pesquisa, foram selecionadas ocorrências que envolviam os trabalhadores e produzidas pelas secretarias dessas mesmas agências, além de narrativas de trabalhadores e guardas de segurança, pertencentes a esses aparelhos. Neste sentido, o estudo inicia-se com a discussão acerca da origem militar dos agentes, bem como sobre a militarização dos corpos de segurança de cada uma delas. Esta discussão, presente no primeiro capítulo, permitiu, ao longo do estudo, aproximar o aparelhamento militar da ditadura vigente à atuação das referidas agências. Assim, a incidência de torturas contra os trabalhadores, no Canteiro de Obras e nas áreas destinadas à moradia dos trabalhadores, era endossada por um poder mais amplo e que transcendia o próprio Canteiro de Obras. Neste contexto, percebe-se que a formação militarizada ou paramilitar desses agentes deu sentido à transformação do complexo da Itaipu Binacional em uma “Instituição Total”. O mundo policial que se formou em torno dessas agências ou pequenas Unidades Militares tinha uma finalidade, isto é, para além da manutenção da ordem, criar um consenso entre a massa de trabalhadores de que eles estavam todo o tempo sendo vigiados e de que suas ações eram passíveis de punições. Se havia essas características militares e de constante vigilância na sociedade externa ao Canteiro de Obras, necessitava-se, também, de trazer para a usina, em termos de burocracia e práticas, os mesmos procedimentos adotados pelos aparelhos policiais regulares. Assim, as referidas Agências de Segurança mantiveram o signo da tortura e da repressão contra os trabalhadores comuns, durante o tempo que durou a construção da barragem. Os recibos de pessoas, comumente trocados entre os órgãos policiais, quando da entrega e recebimentos de indivíduos presos, foram também adotados pelos setores militarizados da Itaipu. Coroava-se, desta maneira, um complexo esquema repressivo que se mantinha ligado às demais entidades formadoras da base das Comunidades de Informações cionais. Se, nos primeiros capítulos, o estudo intensificou a análise do aparelhamento policialesco em torno do Canteiro de Obras; nos momentos seguintes, sai da esfera da militarização. Desta outra …