SOGRO DE ÁLVARO DIAS, EX-GOVERNADOR DO PARANÁ, JUIZ ALDO FERNANDES, FOI VÍTIMA DA DITADURA

Juiz de Direito, Aldo Fernandes, preso por duas ocasiões durante o período da ditadura militar, foi severamente prejudicado na sua vida profissional devido as suas posições divergentes ao regime . Teve seus direitos políticos cassados, logo após o golpe de 1 de abril de 1964 https://pt.scribd.com/document/367905217/Atos-Institucionais

CRIAÇÃO DO MOVIMENTO JOÃO SALDANHA COM LANÇAMENTO DE MANIFESTO NA CÂMARA MUNICIPAL DE CASCAVEL

Documento relata reunião realizada na Câmara Municipal de Cascavel, quando foi lançado o Movimento João Saldanha e cita as presenças de Alceu Sperança, João Meassi, Iloni Rodrigues, Elemar Adans, Ulisses Perozo e outros membros e simpatizantes do Partido Comunista Brasileiro – PCB. Na ocasião foi aprovado um Manifesto, com análise dos movimentos sociais e de …

PAI DE EX-PREFEITO DE FOZ DO IGUAÇU, FOI PERSEGUIDO DEVIDO SUA FILIAÇÃO AO PARTIDO COMUNISTA

O pioneiro Tarquínio Santos teve nos anos do governo Dutra uma série de constrangimentos por devido a sua filiação política. Com o decreto que tornou o Partido Comunista ilegal, o farmacêutico que morava em Cascavel, então distrito do município de Foz do Iguaçu teve seu nome fichado nos arquivos da DOPS paranaense. Entusiasta das idéias …

FOZ DO IGUAÇU – 1974, JORNAL FECHADO, EDIÇÃO APREENDIDA E JORNALISTA PRESO E TORTURADO

Pesquisando aqui e acolá, descobri que em 1974, Foz do Iguaçu teve um jornal tamanho standard com o nome de Jornal Binacional. Durou apenas uma edição. Seus exemplares foram apreendidos pela Polícia Federal e quase todos incinerados. Quase, poque sobrou um exemplar, que eu guardo como relíquia e será doado para o Centro de Pesquisas …

CENSURA POLÍTICA E MORAL, CONSIDEROU INADEQUADAS LETRAS MUSICAIS QUE FALAVAM SOBRE SEXO

A censura musical inserida no âmbito da moral e dos bons costumes  foi potencializada nos tenebros anos da ditadura militar. A censura musical e todas as outras que fizeram parte do conjunto conhecido por diversões públicas eram feitas previamente, o que conferiu ao processo censório uma grande capacidade de coerção. A censura prévia era uma …

TRABALHADORES E O APARATO REPRESSIVO DURANTE A CONSTRUÇÃO DA USINA DE ITAIPU

Dissertação  de  Mestrado  apresentada  como  requisito parcial à obtenção do título de Mestre em História, pelo Programa  de  Pós-raduação  em  História,  Poder  e Práticas Sociais, da Universidade Estadual do Oeste do  Paraná Valdir Sessi Esta  dissertação  objetiva  estudar  a  organização  e  a  atuação  dos  aparelhos  repressores,  formados  pelas Agências  de  Segurança  da  Itaipu  Binacional  e  pelo  Consórcio  UNICON,  durante  o  período  de  1974  a 1987 Para  a  realização  desta    pesquisa,    foram  selecionadas    ocorrências  que    envolviam  os  trabalhadores   e   produzidas   pelas   secretarias   dessas   mesmas   agências,   além   de   narrativas   de trabalhadores  e  guardas  de  segurança,  pertencentes  a  esses  aparelhos.  Neste  sentido,  o  estudo  inicia-se com  a  discussão  acerca  da  origem  militar  dos  agentes,  bem  como  sobre  a  militarização  dos  corpos  de segurança  de  cada  uma  delas.  Esta  discussão,  presente  no  primeiro  capítulo,  permitiu,  ao  longo  do estudo,  aproximar  o  aparelhamento  militar  da   ditadura   vigente   à  atuação  das   referidas  agências. Assim,  a  incidência  de  torturas  contra  os  trabalhadores,  no  Canteiro  de  Obras  e  nas  áreas  destinadas  à moradia  dos  trabalhadores,  era  endossada  por  um  poder  mais  amplo  e  que  transcendia  o  próprio Canteiro  de  Obras.  Neste  contexto,  percebe- se que  a  formação  militarizada  ou  paramilitar  desses agentes  deu  sentido  à  transformação  do  complexo  da  Itaipu  Binacional  em  uma  “Instituição  Total”.  O mundo  policial  que  se  formou  em  torno  dessas  agências  ou  pequenas  Unidades  Militares  tinha  uma finalidade,   isto   é,   para   além   da   manutenção   da   ordem,   criar   um   consenso   entre   a   massa   de trabalhadores  de  que  eles  estavam  todo  o  tempo  sendo  vigiados  e  de  que  suas  ações  eram  passíveis  de punições.  Se  havia  essas  características  militares  e  de  constante  vigilância  na  sociedade  externa  ao Canteiro  de  Obras,  necessitava-se,  também,  de  trazer  para  a  usina,  em  termos  de  burocracia  e  práticas, os  mesmos  procedimentos  adotados  pelos  aparelhos  policiais  regulares.  Assim,  as  referidas  Agências de  Segurança  mantiveram  o  signo  da  tortura  e  da  repressão  contra  os  trabalhadores  comuns,  durante  o tempo  que  durou  a  construção  da  barragem.  Os  recibos  de  pessoas,  comumente  trocados  entre  os órgãos  policiais,  quando  da  entrega  e  recebimentos  de  indivíduos  presos,  foram  também  adotados pelos  setores  militarizados  da  Itaipu.  Coroava-se,  desta  maneira,  um  complexo  esquema  repressivo que  se  mantinha  ligado  às  demais  entidades  formadoras  da  base  das  Comunidades  de  Informações cionais.  Se,  nos  primeiros  capítulos,  o  estudo  intensificou  a  análise  do  aparelhamento  policialesco em  torno  do  Canteiro  de  Obras;  nos  momentos  seguintes,  sai  da  esfera  da  militarização.  Desta  outra perspectiva  de  abordagem,  é  estudada  a  dinâmica  das  contratações  e  das  diversas  maneiras  que  os candidatos   a   um   emprego   chegavam   ao   Centro   de   Recrutamento   das   empreiteiras.   Muitos trabalhadores  tinham  uma  profissão,  e  por  isso  a  contratação  deles  era  facilitada.  Contudo,  havia aqueles  que  se  aventuravam  sem  qualificação,  pois  eram  oriundos  de  outro  ramo  produtivo  que  estava  em  decadência,  principalmente  o  da  agricultura

O  ESTADO  E  OS  GUARANI  DO  OCO’Y, VIOLÊNCIA,  SILÊNCIO  E  LUTA

DAS  TERRAS  DOS  ÍNDIOS  A  ÍNDIOS  SEM  TERRAS   O  ESTADO  E  OS  GUARANI  DO  OCO’Y:   VIOLÊNCIA,  SILÊNCIO  E  LUTA   Maria  Lucia  Brant  de  Carvalho   Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em  Geografia  Humana  do  Departamento  de Geografia  da  Faculdade  de  Filosofia,  Letras  e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, para obtenção do título de Doutora em Geografia. “Entre 2001 e 2007 a antropóloga Maria Lucia Brand de Carvalho , a Malu, estudou e conviveu, com os Guaranis. Dessa vivência saiu sua tese de doutorado que estamos publicando e o Laudo preparado a pedido da Funai. Em seus trabalhos, a antropóloga desmonta a versão …