Argentina Operação Condor Paraguai

Argentinos presos no Paraguai foram entregues para o vôo da morte

O documento em fac-símile foi descoberto no arquivo do terror, em Assunção, e é uma prova documental da forma como a Operação Condor atuava. O documento trata da prisão no Paraguai de um membro da resistência à ditadura argentina e sua entrega  para a agentes da repressão daquele país. A  Operação Condor foi uma aliança político-militar entre as várias ditaduras militares da América do Sul — Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai — criada com o objetivo de coordenar a repressão a opositores dessas ditaduras e eliminar seus líderes.

 

Montada no início dos anos 1960, durou até a onda de redemocratização, na década seguinte. Estima-se que a Operação Condor resultou em mais de 400 mil torturados e 100 mil assassinatos.

 

A jurisdição da Operação se estendia, portanto, a todos os países envolvidos. A ausência de procedimentos burocrático-formais facilitava as trocas de informações e de prisioneiros (eventualmente dados como “desaparecidos”) de diferentes nacionalidades. Aos acusados e perseguidos pelos agentes, eram negados todos os direitos humanos e políticos. Podiam facilmente ser levados de um território a outro sob a acusação de terrorismo.

 

 

 

Aluizio Palmar

Aluízio Ferreira Palmar, nasceu em 24 de maio de 1943, em São Fidélis, Estado do Rio de Janeiro. Em sua juventude estudou na Universidade Federal Fluminense e, devido à sua militância revolucionária foi preso e banido do país, após ter sido trocado, juntamente com outros 69 presos políticos pelo Embaixador da Suíça no Brasil. Depois de passar oito anos entre o exílio e a clandestinidade, deu início, após a Anistia Política, a carreira jornalística que completou 50 anos.
Aluízio Palmar foi consultor da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão estadual da Verdade do Paraná, tendo seu trabalho de pesquisador dado origem ao site Documentos Revelados

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