Geral

Relatório da repressão da ditadura sobre Movimento estudantil no CRUSP

Relatório da repressão da ditadura sobre Movimento estudantil no CRUSP

MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA

4ª ZONA AÉREA

QUARTEL GENERAL

2ª SEÇÃO

ASSUNTO: AGITAÇÃO NA CIDADE UNIVERSITÁRIA

ORIGEM FPESP

CLASSIFICAÇAO B2

DIFUSÃO II EX – CENIMAR -SNI -DPF- DOPS

INFORME 436/QG4

09OUTUBRO/67

http://pt.scribd.com/doc/96594237

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1 comentário

  1. Renato Borges says:

    Este documento é interessantíssimo. Gostaria de perguntar algumas coisas, e desculpe minha ignorância, caso sejam perguntas descabidas ou simplórias. Também não espero respostas imediatas – me parece que a idéia de um arquivo online exige, também, um trabalho crítico online, que claro, pode ser assíncrono.

    Por que o QG da 4a zona aérea produziu esta “confirmação”? Seria devido a algum protocolo de cooperação entre a Aeronática e a FPESP (na minha ignorância, suponho que a sigla signifique Força Policial do Estado de São Paulo).

    O carimbo parece ler “SEGUNDA vErsÃO” aonde as letras minúsculas indicam caracteres ilegíveis. Quais serão as diferenças com relação à versão anterior – e por que foi necessário redigir uma segunda versão? Os itens 5 e 6 do sumário – “Classificação anterior” e “Difusão anterior” referem-se à versão primeira?

    O documento é datado de 9 / out / 67. Mais de um mês após o que está sendo descrito. Esse tempo é “coerente” com o tempo que a burocracia dessas entidades necessitava para a FPESP produzir o informe, e o QG da 4a ZA produzir uma primeira versão da confirmação de recebimento, e em seguida uma segunda versão?

    Na descrição contida no documento, existem diversas indicações materiais. Uma pré-condição para que possamos investigar se o que é descrito são fatos, é se o que é descrito é possível.

    Por exemplo, é descrito que cerca de 100 estudantes cortaram os fios telefônicos que atendem ao 16o BP da FP. Ora, aonde se localizavam esses fios? Foi efetivamente possível que isso ocorresse? E – mais interessante – essa ação, se real, teria tornado o 16o BP da FP vulnerável – e nesse caso seria importante – e ao mesmo tempo humilhante – informar à Aeronáutica (entre outras entidades) dessa tática dos estudantes – e passar a proteger os fios telefônicos.

    O item 2 do informe, que menciona agressão a funcionários, não menciona o nome desses funcionários agredidos. Por que? Não seria lógico documentar plenamente essas agressões, para tornar patente os crimes desses estudantes? Talvez o autor tenha sido informado por terceiros quanto ao que é relatado nesse item – ou talvez essa informação tenha sido suprimida, com relação à primeira versão do documento.

    Finalmente, são descritos nesse documento certas cenas que, se verdadeiras, certamente envolveram muitas pessoas que, se ainda vivas, poderiam ser entrevistadas, e dessa maneira se poderia tentar confirmar ou refutar o que é descrito nesse documento.

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