Forças Armadas Repressão

A PERSEGUIÇÃO AOS PROFESSORES DAS UNIVERSIDADES FOI INCREMENTADA APÓS OFICIALIZAÇÃO DA ESPIONAGEM NOS CAMPI

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA – MEC

DIVISÃO DE SEGURANÇA E INFORMAÇÃO

14AGOSTO1974

PB 1072/ARSI/GB/DSI/MEC974

PROFESSORES ESQUERDISTAS NA PUC GB – PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO

IEX-SNI/ARJ-DOPS/GB-1º DN-3º COMAR 

http://pt.scribd.com/doc/100883039

http://pt.scribd.com/doc/100883049

Durante a época da ditadura militar, vários estudantes e professores da PUC-SP participaram de várias manifestações contra o regime, e o então grão-chanceler, Dom Paulo Evaristo Arns, admitiu professores de universidades públicas que tinham sido cassados pela ditadura. Nomes como Florestan FernandesOctávio Ianni e Paulo Freire, perseguidos pela ditadura militar, passaram a fazer parte do quadro de docentes da universidade. Foi no campus da PUC-SP em 22 de setembro de 1977 que teve local a reunião de retomada da UNE – União Nacional dos Estudantes, outrora fechada pelo regime militar. Nesta mesma reunião com estudantes de diversas universidades brasileiras, a PUC-SP foi invadida por tropas militares comandadas pelo coronel Erasmo Dias, onde mais de 900 estudantes foram presos. O episódio ficou conhecido como a invasão da PUC e foi descrito pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) no Jornal Folha de São Paulo.

A espionagem nas Universidades foi oficializada após a aprovação do Plano Nacional de Informações e do estabelecimento de um Sistema Nacional de Informações (Sisni), em 1970. Os serviços especializados sofreram nova reformulação e ampliação. As agências instaladas nos órgãos da administração civil deveriam compor os Sistemas Setoriais de Informações dos Ministérios Civis, uma subdivisão do Sisni, que era encabeçado pelo SNI. A partir daí foi estimulada a criação de subdivisões das
DSI, a serem estabelecidas em instituições subordinadas ao controle dos Ministérios, normalmente empresas públicas, autarquias ou fundações. Essas agências foram denominadas Assessorias de Segurança e Informações (ASI), ou Assessorias Especiais de Segurança e Informações (AESI).
No âmbito das Universidades, as AESI foram criadas a partir de janeiro de 1971, após o Ministério da Educação e Cultura ter aprovado seu
Plano Setorial de Informações.
Poucos dias após a aprovação do Plano a DSI do MEC mandou ofício circular às Universidades acompanhado da documentação relativa à criação das AESI, em que recomendava nomeação do chefe responsável em prazo de 10 dias.

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