DEPOIMENTOS NA AUDÊNCIA PÚBLICA DA COMISSÃO ESTADUAL DA VERDADE, REALIZADA EM CASCAVEL PR

No Estado do Paraná, nas regiões Oeste e Sudoeste, experiências concretas escreveram algumas páginas do pensar e do fazer da classe trabalhadora, com conteúdos revolucionários. Às suas maneiras, colocaram em marcha o que passou a ser denominado de Operação Três Passos, O Grupo dos 11 e os movimentos representados pelo PCB, VPR e o MR8. …

EM 1975, GREVE DE FOME DE TRABALHADORES SURPREENDEU DIRETORIA DE ITAIPU E GREVISTAS FORAM DEMITIDOS

A greve de Fome na Itaipu Apesar de todas estes cuidados e do clima de terror implantado pelos “beleguins” do general Costa Cavalcanti, no dia 28 de outubro de 1975, um grupo de operários iniciou uma greve de fome no Canteiro de Obras de Itaipu, em protesto “contra a péssima alimentação” que era servida. A …

INFORME DO I ENCONTRO DOS TRABAlHADORES RURAIS SEM-TERRA DO OESTE DO PARANÁ EM SANTA TEREZINHA DE ITAPU

Assim como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST surgiu com a finalidade de articular as  diversas frentes de luta pela terra que estavam se instaurando no campo brasileiro, o Movimento dos Agricultores Sem Terra do Oeste – MASTRO foi uma conseqüência da luta dos colonos desapropriados por Itaipu. O MST nasceu oficialmente na …

COMITÊ DE SOLIDARIEDADE COM O POVO PARAGUAIO – REUNIÃO EM FOZ DO IGUAÇU

“ITAIPU BINACIONAL Assessoria Especial de Segurança e Informações Informe AESI.G/IB/BR/037/1983 Data : 21 de junho de 1983 Comitê de Solidariedade ao Povo Paraguaio Reunião em Foz do Iguaçu No dia 12 JUN 83, realizou-se no plenãrio da Cara dosvereadores de Foz do Iguaçu/PR, reunião do “ComItê de Solidariedade com o povo paraguaio O evento, que …

INFORME DA AESI IB BR, SOBRE ATIVIDADES SINDICAIS NO COMPLEXO DE ITAIPU

INFORME E/AESI.G/IB/BR/006/ Data 29 de maio de 1098 Assunto Atividades Sindicais no Completo Itaipu Origem AESI ITAIPU Difusão DGB – SNI : AESI/TB/BR ATIVIDADES SINDICAIS NO COMPLEXO DE ITAIPU 1. A atuação das lideranças sindicais e das Associações Profissionais representativas das classes trabalhadoras, junto aos empregados do Complexo ITAIPU BINACIONAL, tornou-se mais expressiva a partir …

SEIS CASOS DE INVESTIGAÇÃO DAS ATIVIDADES POLÍTICAS E SOCIAIS DE FUNCIONÁRIOS DA ITAIPU

Documento emitido,pela Assessoria de Segurança e informações da Itaipu Binacional, datado de janeiro de 1983 e intitulado “Infiltraçao  comunista em diversos setores de atividade”. Entres os funcionários investigados está o biólogo e ex-vereador de Foz do Iguaçu, Robertp Ribas Lange.

TRABALHADORES E O APARATO REPRESSIVO DURANTE A CONSTRUÇÃO DA USINA DE ITAIPU

Dissertação  de  Mestrado  apresentada  como  requisito parcial à obtenção do título de Mestre em História, pelo Programa  de  Pós-raduação  em  História,  Poder  e Práticas Sociais, da Universidade Estadual do Oeste do  Paraná Valdir Sessi Esta  dissertação  objetiva  estudar  a  organização  e  a  atuação  dos  aparelhos  repressores,  formados  pelas Agências  de  Segurança  da  Itaipu  Binacional  e  pelo  Consórcio  UNICON,  durante  o  período  de  1974  a 1987 Para  a  realização  desta    pesquisa,    foram  selecionadas    ocorrências  que    envolviam  os  trabalhadores   e   produzidas   pelas   secretarias   dessas   mesmas   agências,   além   de   narrativas   de trabalhadores  e  guardas  de  segurança,  pertencentes  a  esses  aparelhos.  Neste  sentido,  o  estudo  inicia-se com  a  discussão  acerca  da  origem  militar  dos  agentes,  bem  como  sobre  a  militarização  dos  corpos  de segurança  de  cada  uma  delas.  Esta  discussão,  presente  no  primeiro  capítulo,  permitiu,  ao  longo  do estudo,  aproximar  o  aparelhamento  militar  da   ditadura   vigente   à  atuação  das   referidas  agências. Assim,  a  incidência  de  torturas  contra  os  trabalhadores,  no  Canteiro  de  Obras  e  nas  áreas  destinadas  à moradia  dos  trabalhadores,  era  endossada  por  um  poder  mais  amplo  e  que  transcendia  o  próprio Canteiro  de  Obras.  Neste  contexto,  percebe- se que  a  formação  militarizada  ou  paramilitar  desses agentes  deu  sentido  à  transformação  do  complexo  da  Itaipu  Binacional  em  uma  “Instituição  Total”.  O mundo  policial  que  se  formou  em  torno  dessas  agências  ou  pequenas  Unidades  Militares  tinha  uma finalidade,   isto   é,   para   além   da   manutenção   da   ordem,   criar   um   consenso   entre   a   massa   de trabalhadores  de  que  eles  estavam  todo  o  tempo  sendo  vigiados  e  de  que  suas  ações  eram  passíveis  de punições.  Se  havia  essas  características  militares  e  de  constante  vigilância  na  sociedade  externa  ao Canteiro  de  Obras,  necessitava-se,  também,  de  trazer  para  a  usina,  em  termos  de  burocracia  e  práticas, os  mesmos  procedimentos  adotados  pelos  aparelhos  policiais  regulares.  Assim,  as  referidas  Agências de  Segurança  mantiveram  o  signo  da  tortura  e  da  repressão  contra  os  trabalhadores  comuns,  durante  o tempo  que  durou  a  construção  da  barragem.  Os  recibos  de  pessoas,  comumente  trocados  entre  os órgãos  policiais,  quando  da  entrega  e  recebimentos  de  indivíduos  presos,  foram  também  adotados pelos  setores  militarizados  da  Itaipu.  Coroava-se,  desta  maneira,  um  complexo  esquema  repressivo que  se  mantinha  ligado  às  demais  entidades  formadoras  da  base  das  Comunidades  de  Informações cionais.  Se,  nos  primeiros  capítulos,  o  estudo  intensificou  a  análise  do  aparelhamento  policialesco em  torno  do  Canteiro  de  Obras;  nos  momentos  seguintes,  sai  da  esfera  da  militarização.  Desta  outra perspectiva  de  abordagem,  é  estudada  a  dinâmica  das  contratações  e  das  diversas  maneiras  que  os candidatos   a   um   emprego   chegavam   ao   Centro   de   Recrutamento   das   empreiteiras.   Muitos trabalhadores  tinham  uma  profissão,  e  por  isso  a  contratação  deles  era  facilitada.  Contudo,  havia aqueles  que  se  aventuravam  sem  qualificação,  pois  eram  oriundos  de  outro  ramo  produtivo  que  estava  em  decadência,  principalmente  o  da  agricultura