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Prisão do Pároco de Foz do Iguaçu (3ª parte)

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De 1937 à 1944, o então Pároco da Prelazia de Foz do Iguaçu, Monsenhor Dom Manoel Konner penou nas mãos das autoridades da época. Assim que o Brasil entrou na guerra alemães, italianos e japoseses que moravam no Brasil foram perseguidos e muitos chegaram a ser presos. Contra Dom Manoel Koenner havia a acusação de cumplicidade com o nazismo, devido ao fato dele ter guardado caixas com materiais suspeitos deixados no Prédio da Prelazia em 1934 pelo Arquiduque Albrech de Habsburgo.

No dia nove de outubro de 1943, dom Manoel Koenner foi condenado a três anos de prisão pelo Tribunal de Segurança Nacional. Sua libertação só foi possível graças aos pedidos encaminhados  pelos religiosos à dona Carmela, esposa do então ministro da Guerra, marechal Eurico Gaspar Dutra, conhecida por sua extremada fé católica. Seu caso foi revisto pelos juízes, tendo sido absolvido e reabilitado em sua plenitude. Três anos depois, já eleito presidente da República,sempre influenciado por dona Carmela, Dutra cancelou o registro do Partido Comunista, cassou o mandato de seus parlamentares e fechou os sindicatos. Foi, sem dúvida um carrasco da classe trabalhadora e bom amigo e protetor do clero. Suas simpatias pela causa integralista e pelo fascismo eram conhecidas publicamente.

Aluizio Palmar

Aluízio Ferreira Palmar, nasceu em 24 de maio de 1943, em São Fidélis, Estado do Rio de Janeiro. Em sua juventude estudou na Universidade Federal Fluminense e, devido à sua militância revolucionária foi preso e banido do país, após ter sido trocado, juntamente com outros 69 presos políticos pelo Embaixador da Suíça no Brasil. Depois de passar oito anos entre o exílio e a clandestinidade, deu início, após a Anistia Política, a carreira jornalística que completou 50 anos.
Aluízio Palmar foi consultor da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão estadual da Verdade do Paraná, tendo seu trabalho de pesquisador dado origem ao site Documentos Revelados

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