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Heitor dos Prazeres, artista plástico e pioneiro do samba, perseguido e punido pela ditadura militar

Heitor dos Prazeres foi um artista multifacetado, pioneiro do samba e da arte pictórica popular. Bascido na pequena .Africa carioca , se destacou como compositor . instrumentista, pintor Atuou na fundação das primeiras escolas de samba, deixando um legado importante na música e nas artes visuais.
Os documentos em anexo , revelam as peseguições sofridas por Heitor dos Prazeres durante a ditadura militar
No dia 2 de abril de 1964, Heitor dos Prazeres foi sumariamente afastado da rádio, assim como outros 117 colegas de diferentes setores da emissora. Naquela madrugada, a Nacional do Rio de Janeiro foi ocupada por militares e aberto um IPM (Inquérito Policial Militar), que interrogou mais de 300 radialistas e teve a colaboração vergonhosa de três delatores funcionários da emissora.

Em 23 de julho de 1964, foi expedido um decreto confirmando a demissão de 36 desses profissionais, que também foram proibidos de entrar na Nacional; estavam banidos. Segundo registra a Fundação Getúlio Vargas, foram punidos o sambista, cantor e artista plástico Heitor dos Prazeres, junto com os atores Hemílcio Fróes, que chegou a ser diretor da emissora, Mário Lago, Wanda Lacerda, Rodney Gomes, Ísis de Oliveira, Jonas Garret, Carmen Lídia, Gracindo Júnior e Newton Marin da Mata, os autores Oduvaldo Vianna e Dias Gomes, os novelistas Mário Brasini e Teixeira Filho, os maestros e compositores eruditos Alceu Bocchino e João de Sousa Lima, o humorista e compositor Jararaca, , os cantores Nora Ney, Jorge Goulart e Marion, o apresentador e contrarregra Gerdal dos Santos, o médico e radialista Paulo Roberto, o compositor e locutor Jairo Argileu e os jornalistas José Gomes Talarico, Ovidio Chaves, Dalísio Machado, José Palmeira Guimarães, João Fagundes de Meneses (Patrício Potiguar) e, ainda, José Geraldo da Luz, Elias Haddad, Antônio Ivan Gonzaga de Faria, Fernando Barros da Silva, Francisco de Assis Pires, Jorge Viana da Silva e Sérgio Moura Bicca.

 

O tal Inquérito Policial Militar terminou arquivado por falta de provas, mas não foram reintegrados aos quadros da Nacional. Só nos anos 80, os que restavam vivos tiveram seus direitos reconhecidos. Heitor morreu em 1966.

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