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Á REPRESSÃO AOS MINEIROS DE CRICIÚMA APÓS O GOLPE CIVIL-MILITAR DE 1964

 Na história do trabalhismo sindical dos mineiros de Criciúma, o período compreendido entre dezembro de 1957 a 31 de março de 1964 representa a fase de militância em defesa dos mineiros, ocasião em que as péssimas condições de trabalho são frequentemente denunciadas.

O sindicato passa a ser visto como o veículo que acolhia as denúncias e, juntamente com os trabalhadores, lutava por melhores condições de trabalho nas minas. Dessa forma, o sindicato assume a luta pela isponibilização de equipamentos individuais e coletivos de proteção e segurança, buscando amenizar os graves problemas de saúde que os mineiros estavam fadados a sofrer como: bronquites, reumatismos crônicos, pneumoconiose – doença pulmonar que atinge os mineiros de carvão por causa da inalação do pó de carvão por períodos prolongados. Soma-se a todos os problemas de saúde, o perigo iminente de desmoronamentos nas minas – uma ameaça constante na vida dos mineiros.

Além das batalhas por melhores condições de trabalho, havia a luta contra as perdas salariais da categoria e pela organização do movimento sindical.

Em Criciúma, a semana que antecede o golpe de 1° de abril de 1964 é composta por reuniões Entretanto, com a notícia da deposição do presidente João Goulart pelos militares, às quatro horas da madrugada do dia 1° de abril de 1964, os dirigentes do Sindicato dos Mineiros de Criciúma percorrem as minas, anunciando a deflagração de uma greve geral. A Rádio Difusora de Criciúma, ocupada por petebistas e comunistas, incitava a paralisação geral do trabalho nas minas. A Rádio Difusora conclamava ao povo de Criciúma ao repúdio e resistência ao golpe 328. A repressão e a violência eram iminentes. Tropas militares do 23º Regimento de Infantaria, sob o comando do coronel Newton Machado Vieira, deslocadas de Blumenau para Criciúma, estavam muito próximas de adentrar a cidade.

A sede do Sindicato dos Mineiros é invadida, e seus membros passam a ser “caçados” e muitos foram presos imediatamente após a deflagração do Golpe, ocorre a intervenção no Sindicato dos Mineiros de Criciúma e a prisão de muitos de seus líderes.  O Sindicato dos Mineiros de Criciúma um dos primeiros a sofrer essa intervenção, que dura dois anos e meio e faz com que suas ações nesse período se tornassem inexpressivas voltadas, sobretudo, ao assistencialismo.

http://pt.scribd.com/doc/137541684/Pcb-Em-Criciuma

http://pt.scribd.com/doc/137545561/Repressao-Em-SC-Mineiros-Criciuma

 

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