PADRE ZEZINHO, EM FOZ DO IGUAÇU, DEIXOU DITADURA EM ALVOROÇO

O sacerdote, escritor e músico Padre Zezinho, conhecido atualmente por sua composição, cujo refrão é  “Abençoa Senhor as famílias, Amém! Abençoa Senhor, a minha também!”, deixou delegado e agentes da ´delegacia de Foz do Iguaçu da Polícia Federal em alvoroço durante sua passagem pela Terra das Cataratas, em 07 julho de 1973. A programação do …

HISTÓRIAS QUE EU COLHI, NO ARQUIVO DA DELEGACIA DA POLÍCIA FEDERAL DE FOZ DO IGUAÇU

São histórias de prisões, de resistências, de dedos-duros, biltres e lambe-botas. Por enquanto vou relatar alguns casos de prisões pitorescas e de resistências Aluízio Palmar Um mês após a abertura dos arquivos da Polícia Federal, relativos à época do regime militar, eu fui credenciado pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério da Justiça, para …

EM 1976, SNI INVESTIGOU DENÚNCIA DE CONCESSÃO ILEGAL DE TRANSPORTE COLETIVO EM FOZ DO IGUAÇU

SERVIÇO NACIONAL DE INíORMAÇÕES AGÊNCIA CENTRAL ACT/SNI ACE 002235/8 2 IRREGULARIDADES PRATICADAS POR EX-PREFEITO DE FOZ DO IGUAÇU/PR. – CLÓVIS CUNHA VIANA. / • AC/SNI (PRG 16.315/76) ‘ a. A Prefeitura de FOZ DO IGUAÇU/PR, teria concedido, em JUN 76, ao grupo GATTI TURISMO, licença para exploração de uma linha circular de transporte coletivo, sem, …

TERRITÓRIO DO IGUAÇU. DIVISAS ESTABELECIDAS POR DECRETO PRESIDENCIALIAL

O Território do Iguaçu foi um território federal brasileiro criado pelo Decreto-Lei lei n.º 5.812, de 13 de setembro de 1943, durante o governo de Getúlio Vargas, e extinto em 18 de setembro de 1946, pela Constituição de 1946. Durante seus três anos de existência, o território teve dois governadores militares: João Garcez do Nascimento e Frederico Trotta. O traçado da fronteira do território também foi alterado ao menos uma …

TRABALHADORES E O APARATO REPRESSIVO DURANTE A CONSTRUÇÃO DA USINA DE ITAIPU

Dissertação  de  Mestrado  apresentada  como  requisito parcial à obtenção do título de Mestre em História, pelo Programa  de  Pós-raduação  em  História,  Poder  e Práticas Sociais, da Universidade Estadual do Oeste do  Paraná Valdir Sessi Esta  dissertação  objetiva  estudar  a  organização  e  a  atuação  dos  aparelhos  repressores,  formados  pelas Agências  de  Segurança  da  Itaipu  Binacional  e  pelo  Consórcio  UNICON,  durante  o  período  de  1974  a 1987 Para  a  realização  desta    pesquisa,    foram  selecionadas    ocorrências  que    envolviam  os  trabalhadores   e   produzidas   pelas   secretarias   dessas   mesmas   agências,   além   de   narrativas   de trabalhadores  e  guardas  de  segurança,  pertencentes  a  esses  aparelhos.  Neste  sentido,  o  estudo  inicia-se com  a  discussão  acerca  da  origem  militar  dos  agentes,  bem  como  sobre  a  militarização  dos  corpos  de segurança  de  cada  uma  delas.  Esta  discussão,  presente  no  primeiro  capítulo,  permitiu,  ao  longo  do estudo,  aproximar  o  aparelhamento  militar  da   ditadura   vigente   à  atuação  das   referidas  agências. Assim,  a  incidência  de  torturas  contra  os  trabalhadores,  no  Canteiro  de  Obras  e  nas  áreas  destinadas  à moradia  dos  trabalhadores,  era  endossada  por  um  poder  mais  amplo  e  que  transcendia  o  próprio Canteiro  de  Obras.  Neste  contexto,  percebe- se que  a  formação  militarizada  ou  paramilitar  desses agentes  deu  sentido  à  transformação  do  complexo  da  Itaipu  Binacional  em  uma  “Instituição  Total”.  O mundo  policial  que  se  formou  em  torno  dessas  agências  ou  pequenas  Unidades  Militares  tinha  uma finalidade,   isto   é,   para   além   da   manutenção   da   ordem,   criar   um   consenso   entre   a   massa   de trabalhadores  de  que  eles  estavam  todo  o  tempo  sendo  vigiados  e  de  que  suas  ações  eram  passíveis  de punições.  Se  havia  essas  características  militares  e  de  constante  vigilância  na  sociedade  externa  ao Canteiro  de  Obras,  necessitava-se,  também,  de  trazer  para  a  usina,  em  termos  de  burocracia  e  práticas, os  mesmos  procedimentos  adotados  pelos  aparelhos  policiais  regulares.  Assim,  as  referidas  Agências de  Segurança  mantiveram  o  signo  da  tortura  e  da  repressão  contra  os  trabalhadores  comuns,  durante  o tempo  que  durou  a  construção  da  barragem.  Os  recibos  de  pessoas,  comumente  trocados  entre  os órgãos  policiais,  quando  da  entrega  e  recebimentos  de  indivíduos  presos,  foram  também  adotados pelos  setores  militarizados  da  Itaipu.  Coroava-se,  desta  maneira,  um  complexo  esquema  repressivo que  se  mantinha  ligado  às  demais  entidades  formadoras  da  base  das  Comunidades  de  Informações cionais.  Se,  nos  primeiros  capítulos,  o  estudo  intensificou  a  análise  do  aparelhamento  policialesco em  torno  do  Canteiro  de  Obras;  nos  momentos  seguintes,  sai  da  esfera  da  militarização.  Desta  outra perspectiva  de  abordagem,  é  estudada  a  dinâmica  das  contratações  e  das  diversas  maneiras  que  os candidatos   a   um   emprego   chegavam   ao   Centro   de   Recrutamento   das   empreiteiras.   Muitos trabalhadores  tinham  uma  profissão,  e  por  isso  a  contratação  deles  era  facilitada.  Contudo,  havia aqueles  que  se  aventuravam  sem  qualificação,  pois  eram  oriundos  de  outro  ramo  produtivo  que  estava  em  decadência,  principalmente  o  da  agricultura

TRABALHADORES DESEMPREGADOS DE FOZ DO IGUAÇU, CRIARAM ASSOCIAÇÃO EM 1984

No ano de 1984, era grande o número de desempregados em Foz do Iguaçu em conseqüência do final das obras de construção da Hidrelétrica de Itaipu. A maioria dos desempregados engrossaram as favelas de Foz do Iguaçu e a Favela da Guarda Mirim foi uma delas. E foi ali que surgiu a iniciativa de criar uma …