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COMISSÃO DA VERDADE COMPROVA DESAPARECIMENTO DE EDMUR PÉRICLES PELAS MÃOS DA AERONÁUTICA

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) divulgou estudo reconhecendo que o desaparecimento do comunista Edmur Péricles Camargo, conhecido como Gauchão, em 1971, foi provocado por homens da Força Aérea Brasileira (FAB)

Na época, o Brasil enfrentava o auge da repressão sob a batuta do general Emilio Garrastazu Médici. A Argentina era governada por Roberto Marcelo Levingston, um dos três militares que implantaram uma ditadura no país entre 1966 e 1973 – antes do regime que, com uma breve pausa peronista, seria imposto pela Junta Militar entre 1976 e 1983 para vitimar mais de 30 mil pessoas, entre mortos e desaparecidos. A famigerada Operação Condor, espécie de coordenação internacional entre as ditaduras do Cone Sul que sequestrou e eliminou mutuamente seus opositores, apenas se formalizaria em 1975. Isso não impediu, porém, que os governos militares brasileiros e argentinos, quatro anos antes, se articulassem para deter Edmur – e sumir com seu corpo.

Edmur ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1944; a partir de 1946 passou a trabalhar no Sindicato dos Armadores, no Rio de Janeiro e, em 1952, trabalhou como jornalista em “A Tribuna Gaúcha”, órgão de imprensa do PCB, em Porto Alegre, RS. Com o golpe de 1964, refugiou-se no Uruguai. Voltou para o Brasil e refugiou-se, em 1967, numa chácara do Partido em Ferraz de Vasconcelos, freqüentada pelos militantes da Ala Marighella, como Joaquim Câmara Ferreira e Nestor Veras. Na VI Conferência do Partido, em 07/67, em Campinas, SP, Luiz Carlos Prestes perdeu o controle da direção estadual em São Paulo, para Carlos Marighella. Em 04/69, Edmur resolveu desligar-se do grupo Marighella e foi para Porto Alegre, onde organizou o grupo Marighella, Mao Tsé-Tung, Marx e Guevara (M3-G)

 http://www.scribd.com/doc/124898658/CNV-23-Edmur-Pericles-Camargo

 

 

Aluizio Palmar

Aluízio Ferreira Palmar, nasceu em 24 de maio de 1943, em São Fidélis, Estado do Rio de Janeiro. Em sua juventude estudou na Universidade Federal Fluminense e, devido à sua militância revolucionária foi preso e banido do país, após ter sido trocado, juntamente com outros 69 presos políticos pelo Embaixador da Suíça no Brasil. Depois de passar oito anos entre o exílio e a clandestinidade, deu início, após a Anistia Política, a carreira jornalística que completou 50 anos.
Aluízio Palmar foi consultor da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão estadual da Verdade do Paraná, tendo seu trabalho de pesquisador dado origem ao site Documentos Revelados

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