informe da AESI relatando reunião do Comitê de Solidariedade ao Povo Paraguaio realizada na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu em 12 de junho de 1983
informe da AESI relatando reunião do Comitê de Solidariedade ao Povo Paraguaio realizada na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu em 12 de junho de 1983
Naqueles dias que antecederam ao represamento do Rio Paraná ainda havia gente desmanchando casas e galpões em toda a vastidão do perímetro demarcado pelos técnicos da empresa binacional. Como conseqüência …
Aconteceu num sábado 2 de agosto de 1980. Na lancha Caju IV, que fazia a travessia entre Porto Meira, em Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, Argentina, viajavam Liliana e Eduardo. …
No dia 8 de março de 1980, amigos que atuavam na oposição à ditadura do general Stroessner me informaram que estava acontecendo um confronto armado entre camponeses e o exército …
A volta de Brizola ao Brasil Leonel Brizola chegou ao aeroporto de Foz do Iguaçu às 17h25 do dia 06 de setembro de 1979, após 5 489 dias no exílio, o …
Diversos documentos dos órgãos de repressão da ditadura militar
Quando eu fui preso, em 4 de abril de 1969, os agentes da ditadura militar encontraram entre meus pertences um caderno de anotações. Apesar de que no caderno só constavam …
Documentos Revelados publica o então inédito diário do coronel Jefferson Cardin de Alencar Osório, líder da primeira guerrilha contra a ditadura militar brasileira, em abril de 1965. O diário mostra …
Dissertação de Mestrado apresentada como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em História, pelo Programa de Pós-Graduação em História, Poder e Práticas Sociais, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná Valdir Sessi Esta dissertação objetiva estudar a organização e a atuação dos aparelhos repressores, formados pelas Agências de Segurança da Itaipu Binacional e pelo Consórcio UNICON, durante o período de 1974 a Para a realização desta pesquisa, foram selecionadas ocorrências que envolviam os trabalhadores e produzidas pelas secretarias dessas mesmas agências, além de narrativas de trabalhadores e guardas de segurança, pertencentes a esses aparelhos. Neste sentido, o estudo inicia-se com a discussão acerca da origem militar dos agentes, bem como sobre a militarização dos corpos de segurança de cada uma delas. Esta discussão, presente no primeiro capítulo, permitiu, ao longo do estudo, aproximar o aparelhamento militar da ditadura vigente à atuação das referidas agências. Assim, a incidência de torturas contra os trabalhadores, no Canteiro de Obras e nas áreas destinadas à moradia dos trabalhadores, era endossada por um poder mais amplo e que transcendia o próprio Canteiro de Obras. Neste contexto, percebe-se que a formação militarizada ou paramilitar desses agentes deu sentido à transformação do complexo da Itaipu Binacional em uma “Instituição Total”. O mundo policial que se formou em torno dessas agências ou pequenas Unidades Militares tinha uma finalidade, isto é, para além da manutenção da ordem, criar um consenso entre a massa de trabalhadores de que eles estavam todo o tempo sendo vigiados e de que suas ações eram passíveis de punições. Se havia essas características militares e de constante vigilância na sociedade externa ao Canteiro de Obras, necessitava-se, também, de trazer para a usina, em termos de burocracia e práticas, os mesmos procedimentos adotados pelos aparelhos policiais regulares. Assim, as referidas Agências de Segurança mantiveram o signo da tortura e da repressão contra os trabalhadores comuns, durante o tempo que durou a construção da barragem. Os recibos de pessoas, comumente trocados entre os órgãos policiais, quando da entrega e recebimentos de indivíduos presos, foram também adotados pelos setores militarizados da Itaipu. Coroava-se, desta maneira, um complexo esquema repressivo que se mantinha ligado às demais entidades formadoras da base das Comunidades de Informações cionais. Se, nos primeiros capítulos, o estudo intensificou a análise do aparelhamento policialesco em torno do Canteiro de Obras; nos momentos seguintes, sai da esfera da militarização. Desta outra …