Foz do Iguaçu Fundo Foz do Iguaçu Ministérios Polícia Federal

NOTÍCIA SOBRE ARRENDAMENTO DA ÁREA DE VISITAÇÃO DO PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU CAUSA DISSABORES À EDITOR DE JORNAL DE FOZ DO IGUAÇU

Uma matéria com o título “Cataratas do Iguaçu arrendadas por 10 anos” rendeu ao pioneiro do jornalismo iguaçuense Almir  Antônio Machado Nunes uma série de aborrecimentos, inclusive um Inquérito instaurado pela Polícia Federal e a “cassação” de seu cartão de fronteiriço, que era emitido pela Polícia Federal.

A ação policial desencadeada em setembro/outubro de 1971 teve origem numa queixa encaminhada ao órgão pelo administrador do Parque Nacional do Iguaçu, Coronel Jaime  de Paiva Bello. No documento enviado à Polícia Federal, o coronel Jaime, acusa Almir Nunes de se valer do semanário “O Jornal de Foz” para jogar a população contra as autoridades e cita a matéria escrita pelo  jornalista e que teve como fonte um discurso feito na Tribuna da Camara Municipal, pelo vereador arenista Evandro Stelle Teixeira.

Na matéria parte do discurso de Teixeira foi transcrito e nele o vereador denunciou contrato em que o IBDF arrendou por dez anos a exploraçao da área de visitação das Cataratas para a Empresa de Hotéis e Turismo de foz do Iguaçu.  Segundo Teixeira, o contrato de arrendamento seria lesivo ao país devido devidos as amplas concessões para exploração de serviços  e pela  cláusula que permitia sua renovação ad eternum.

 

Documentos Revelados

Of. 421/71

22.09.1971

Ministério da Agricultura

Instituto Brasileiro de desenvolvimento Florestal

Parque Nacional do Iguaçu

Do Administrador do PNI ao editor do O Jornal de Foz

Of 150/71

04.10.1971

Do Presidente da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, vereador Silvino Dal Bo ao Ten.Cel Luiz Ururahi – Chefe do SNI

 

PDFs

 NOTÍCIA SOBRE ARRENDAMENTO DA ÁREA DE VISITAÇÃO DO PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU CAUSA DISSABORES À PIONEIRO DE FOZ DO IGUAÇU

Aluizio Palmar

Aluízio Ferreira Palmar, nasceu em 24 de maio de 1943, em São Fidélis, Estado do Rio de Janeiro. Em sua juventude estudou na Universidade Federal Fluminense e, devido à sua militância revolucionária foi preso e banido do país, após ter sido trocado, juntamente com outros 69 presos políticos pelo Embaixador da Suíça no Brasil. Depois de passar oito anos entre o exílio e a clandestinidade, deu início, após a Anistia Política, a carreira jornalística que completou 50 anos.
Aluízio Palmar foi consultor da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão estadual da Verdade do Paraná, tendo seu trabalho de pesquisador dado origem ao site Documentos Revelados

Você também pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.