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UM ANO APÓS A ANISTIA, O MOVIMENTO SINDICAL AINDA ERA MONITORADO PELA AERONÁUTICA

Os trabalhadores foram a principal parcela da população alvo das perseguições políticas e de diversas medidas tomadas pelo governo ditatorial militar como ataques aos seus órgãos representativos, sistemáticas prisões, torturas, execuções, desaparecimentos, bem como a implantação de uma série de medidas que levaram ao arrocho salarial e à piora das condições de trabalho.

Esse cenário de ascensão das lutas populares, somadas às reformas prometidas pelo governo, foram o motivo da elite se colocar em uma posição ativa e, apoiar e financiar o golpe militar. Primeiro, pelo receio de que realmente acontecessem as reformas previstas (agrária, urbana, eleitoral, educacional), e que com isso, diminuíssem seus privilégios sociais, segundo, porque esperava que fosse assim implantada uma nova ordem política e econômica à força, por meio da ditadura, que pudesse garantir um desenvolvimento lucrativo para ela, sob a égide do lucro a qualquer custo, base do sistema capitalista, ao mesmo tempo em que continha os entraves para esse pleno desenvolvimento mesquinho e desigual: a luta popular e o movimento organizado dos trabalhadores.Assim era de interesse das elites, tanto urbanas quanto rurais, a implantação de uma ditadura que impedia as lutas contra o arrocho salarial, garantindo mais lucros aos patrões, e possibilitava a implantação do modelo econômico mais benéfico a eles, à custa do empobrecimento dos trabalhadores e da piora das condições de trabalho. Ressalta-se, ainda, o interesse das elites dos países imperialistas que se beneficiavam com a ditadura, à medida que essa impunha uma política econômica neoliberal e abria o país para o capital internacional. É importante frisar que esses interesses levaram a uma grande colaboração financeira e política dessas empresas para o golpe de Estado de 1964, que implantou a ditadura militar no Brasil.

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 UM ANO APÓS A ANISTIA, O MOVIMENTO SINDICAL AINDA ERA MONITORADO PELA AERONÁUTICA

Aluizio Palmar

Aluízio Ferreira Palmar, nasceu em 24 de maio de 1943, em São Fidélis, Estado do Rio de Janeiro. Em sua juventude estudou na Universidade Federal Fluminense e, devido à sua militância revolucionária foi preso e banido do país, após ter sido trocado, juntamente com outros 69 presos políticos pelo Embaixador da Suíça no Brasil. Depois de passar oito anos entre o exílio e a clandestinidade, deu início, após a Anistia Política, a carreira jornalística que completou 50 anos.
Aluízio Palmar foi consultor da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão estadual da Verdade do Paraná, tendo seu trabalho de pesquisador dado origem ao site Documentos Revelados

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