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VANJA ORICO, UMA ARTISTA DO CINEMA NACIONAL QUE LUTOU CONTRA A DITADURA

Além da vida artística, Vanja Orico ficou conhecida como uma brasileira que lutou contra a ditadura militar e em 07 de novembro de 1968, durante o enterro do estudante Édson Luiz, morto pela repressão, apareceu em uma cena marcante que ficaria na memória de inúmeros brasileiros: de joelhos, lencinho branco na mão, se pôs defronte aos carros do exército aos gritos de “Não atirem, somos todos brasileiros”.

Morou em diversos países da Europa, por ser filha de um diplomata, o escritor e imortal Oswaldo Orico.

Entre os filmes mais importantes está Mulheres e Luzes, o seu primeiro trabalho, aos 16 anos, enquanto estudava em Roma, na Itália. Sob a direção de Federico Fellini e Alberto Lattuada, apareceu no papel de uma ciganinha e lançou a música Meu Limão Meu Limoeiro. Também compôs Coplas, canção inspirada em refrão de Garcia Lorca. Logo em seguida, já no Brasil, no papel de Maria Clódia, participou do premiadíssimo O Cangaceiro. Além de Sodade Meu Bem Sodade, Vanja canta Mulé Rendêra. Um Clássico do cinema nacional e duplamente premiado no festival internacional de Cannes, além de vários outros prêmios. Na época, foi assistido por um quarto da população brasileira. (A Nova Democracia)

 

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1 comentário

  1. antonio nahas says:

    A cena realmente existiu. Vanja Orico se ajoelhou na frente dos tanques. Mas a data está errada. Edson Luiz morreu em 28 de março de 1968. A cena ocoru no segundo semestre, em outubro,. Se vcs quiserem, envio a foto que o Ultima Hora publicou.

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