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AGENTE DO DOI-CODI, REVELA QUE REPRESSÃO ARMAVA ENCENAÇÃO DE CONFRONTO E MORTE EM LOCAL PÚBLICO PARA OCULTAR PRISÕES

 

A agente do DOI-CODI, Tenente Neuza , revelou, que na ditadura militar , a repressão para ocultar uma prisão, fazia de conta que o preso havia morrido em um confronto. Ela chama de cirquinho a encenação que os policiais e militares faziam e sempre num local público. Na encenação de tiroteio um agente caia e eles anunciavam que era um guerrilheiro e davam o nome do suposto morto.

Enquanto isso o preso, e que a ditadura havia anunciado a morte no confronto encenado, era levado para um local clandestino em Itapevi, e que eles chamavam de boate

Em entrevista ao jornalista Marcelo Godoi , a tenente Neuza conta que” um dia encontraram em um imóvel da Ação Libertadora Nacional (ALN) uma lista de agentes do DOI. O medo de que fossem alvo de represálias rondava os militares e policiais do destacamento. Para evitar que novos presos despertassem operações de resgate, por meio do sequestro de alguma autoridade, os agentes começaram a simular tiroteios nos quais os presos ‘morriam’. Era o teatro ou cirquinho. Nele se encenava a morte do detido para que os agentes pudessem interrogar sem preocupações o prisioneiro. O destino da vítima já estava selado: ela ia morrer. Mais cedo ou mais tarde. Aqui, a tenente Neuza conta como foi o teatro montado para justificar a morte de um casal da Ação Libertadora Nacional, preso pelo DOI”

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Boate em Itapevi, onde eram guardados presos que deviam morrer

Aluizio Palmar

Aluízio Ferreira Palmar, nasceu em 24 de maio de 1943, em São Fidélis, Estado do Rio de Janeiro. Em sua juventude estudou na Universidade Federal Fluminense e, devido à sua militância revolucionária foi preso e banido do país, após ter sido trocado, juntamente com outros 69 presos políticos pelo Embaixador da Suíça no Brasil. Depois de passar oito anos entre o exílio e a clandestinidade, deu início, após a Anistia Política, a carreira jornalística que completou 50 anos.
Aluízio Palmar foi consultor da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão estadual da Verdade do Paraná, tendo seu trabalho de pesquisador dado origem ao site Documentos Revelados

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