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PADRE ZEZINHO, EM FOZ DO IGUAÇU, DEIXOU DITADURA EM ALVOROÇO

O sacerdote, escritor e músico Padre Zezinho, conhecido atualmente por sua composição, cujo refrão é  “Abençoa Senhor as famílias, Amém!
Abençoa Senhor, a minha também!”, deixou delegado e agentes da ´delegacia de Foz do Iguaçu da Polícia Federal em alvoroço durante sua passagem pela Terra das Cataratas, em 07 julho de 1973.

A programação do religioso católico incluiu Missa na Igreja São João Batista, palestra com apresentação musical no Cine Iguaçu e Romaria ao Parque Nacional do Iguaçu. Porém, a programação no PNI foi proibida pela Administração do Parque e as atividades da Romaria foram transferidas para a Capela do Hotel San Martin.

Documento em anexo traz um relato assinado bacharel Marco Polo Jardim, agente da DPF, onde ele relata as atividades do Padre Zezinho, considerando perigosas para o regime as idéias expostas para, segundo o agente, dois mil jovens.

Ainda em seu relato, o agente da Polícia Federal mostrou-se horrorizado pelos elogios que o Padre Zezinho fez a Mao Tse Tung, Marx, Lamarca, Marighella e Che Guevara.

 

 

 

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Aluizio Palmar

Aluízio Ferreira Palmar, nasceu em 24 de maio de 1943, em São Fidélis, Estado do Rio de Janeiro. Em sua juventude estudou na Universidade Federal Fluminense e, devido à sua militância revolucionária foi preso e banido do país, após ter sido trocado, juntamente com outros 69 presos políticos pelo Embaixador da Suíça no Brasil. Depois de passar oito anos entre o exílio e a clandestinidade, deu início, após a Anistia Política, a carreira jornalística que completou 50 anos.
Aluízio Palmar foi consultor da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão estadual da Verdade do Paraná, tendo seu trabalho de pesquisador dado origem ao site Documentos Revelados

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