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PROCESSO DE CASSAÇÃO PELA DITADURA DO SENADOR AARÃO STENBRUCH, PAI DO 13º SALÁRIO

 

Relatório do Conselho de Segurança Nacional

16 de janeiro de 1969

Aarão Steinbuch foi condenado segunfo os generais julgadores Aarão Steinbuch devido ao fato de ter ligações com o PCB, por ter ligações com a Embaixada Tcheca, por ter participado ativamente de diversos movimentos de apoio à revolução cubana, por ter visitado CUBA, a Ligas Camponesas,

Aarão Steinbruch (1917-1992) foi o “pai” do 13º salário e da aposentadoria por tempo de serviço, leis derivadas de projeto que ele apresentou em seus mandatos no Congresso. Esses direitos remetem a seu trabalho como advogado de sindicatos e de trabalhadores em Niterói (RJ). Foi três vezes deputado federal, depois senador e ainda vereador do Rio de Janeiro, onde morreu dez dias depois de reeleger-se para a Câmara Municipal, em 1992, aos 75 anos.

Steibruch nasceu em 1917 no município gaúcho de Santa Maria e formou-se em Direito na Universidade de Porto Alegre, mas também trabalhou como jornalista no diário Última Hora e chegou a diretor da “Revista do Trabalho”. Filiou-se ao PTB do antigo Estado do Rio de Janeiro e se elegeu deputado federal pela legenda em 1954. Seu mandato na Câmara foi marcado pela defesa de causas trabalhistas. Conseguiu duas reeleições: de 1955 a 1958 e de 1959 a 1962.

Em 1959, foi designado, pela Presidência da República, para tomar parte na Conferência Internacional do Trabalho.

Elegeu-se senador pelo Rio de Janeiro em 1962 e tornou-se 3º secretário. Rompeu com o PTB, assumindo a presidência regional do MTR fluminense. Mas com o golpe militar de 1964 e a instituição do bipartidarismo, aderiu ao MDB e foi cassado em 1969, com o AI-5. Ainda assim, graças a seu prestígio, conseguiu eleger a mulher, Julia Vaena Steinbruch, deputada estadual no Rio de Janeiro e depois deputada federal.

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 PROCESSO DE CASSAÇÃO PELA DITADURA DO SENADOR AARÃO STENBRUCH, PAI DO 13º SALÁRIO

Aluizio Palmar

Aluízio Ferreira Palmar, nasceu em 24 de maio de 1943, em São Fidélis, Estado do Rio de Janeiro. Em sua juventude estudou na Universidade Federal Fluminense e, devido à sua militância revolucionária foi preso e banido do país, após ter sido trocado, juntamente com outros 69 presos políticos pelo Embaixador da Suíça no Brasil. Depois de passar oito anos entre o exílio e a clandestinidade, deu início, após a Anistia Política, a carreira jornalística que completou 50 anos.
Aluízio Palmar foi consultor da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão estadual da Verdade do Paraná, tendo seu trabalho de pesquisador dado origem ao site Documentos Revelados

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1 comentário

  1. jose evandro camargo gondim says:

    gostaria de saber o nº do Decreto que cassou o mandato do Senador Carlos Wilson, tenho a data de 1º de julho de 1975.
    Preciso de documento que comprove esta data.
    Atenciosamente,
    José Evandro

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