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DOCUMENTO COM 140 FOTOGRAFIAS DE PRESOS POLÍTICOS, INDICADOS PELA RESISTÊNCIA À DITADURA PARA TROCAR PELO EMBAIXADOR DA SUÍÇA

  Segue em anexo, documento em PDF e também em JPG de fotografias de presos políticos listados para serem trocados pelo Embaixador da Suíça no Brasil. Das 140 fotografias , 14 foram excluídas devido ao fato dos presos terem sido fotografados desnudos. Porém, as fotos excluídas no arquivo em JPG estão incluídas com tarja nas partes íntimas no arquivo em PDF, e que devido o tamanho do arquivo, ele está hospedado no Scribd. Para acessá-lo basta clicar no link abaixo

https://pt.scribd.com/document/427132242/DOCUMENTO-COM-140-FOTOGRAFIAS-DE-PRESOS-POLITICOS-INDICADOS-PELA-RESISTENCIA-A-DITADURA-PARA-TROCAR-PELO-EMBAIXADOR-DA-SUICA

O Embaixador foi sequestrado por uma Unidade de Combate da Vanguarda Popular Revolucionária em 7 de dezembro de 1970 e libertado em 16 de janeiro de 1971. Nos 40 dias que duraram as negociações entre a ditadura e a Resistência, os presos que foram pedidos para serem libertados em troca do Embaixador, foram ameaçados de morte, de voltar para tortura e fotografados desnudos como uma forma de humilhar e quebrar o moral dos prisioneiros.

A VPR pedia a libertação de 70 presos políticos, a divulgação de um manifesto, o congelamento de preços em todo o país por 90 dias e a liberação das catracas nos trens do Rio de Janeiro. O governo levou 48 horas para responder e avisou que negociaria apenas a libertação dos presos. Lamarca aceitou. O primeiro nome da lista era o de Eduardo Leite, o Bacuri, comandante do sequestro do embaixador da Alemanha, em junho. Ele havia sido preso no Rio em agosto e levado para São Paulo, onde fora brutalmente torturado. No dia seguinte ao sequestro de Bucher, Bacuri foi assassinado pela equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury. Seu nome foi substituído na lista.

Dois dias depois, o regime informou que não aceitava libertar 13 dos presos políticos listados – quase todos participantes dos sequestros anteriores. Feitas as substituições, o governo disse que 18 pessoas se recusavam a deixar o país. A ação caminhava para ser desmoralizada. A maioria da direção da VPR decidiu executar o embaixador, responsabilizando a ditadura pelo fracasso das conversações. Lamarca usou sua autoridade de comandante para poupar a vida de Bucher e continuou negociando. Houve novas recusas por parte do governo e novas trocas, num processo que durou um mês.

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