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MEMÓRIAS DA DOR. O CASO DA SOCIÓLOGA TERESA CRISTINA, VIÚVA DE MARIDO QUE A DITADURA DIZIA ESTAR VIVO

Um dos casos mais emblemáticos, de como a ditadura afetou a vida dos parentes dos desaparecidos políticos, é o da socióloga Tereza Cristina Denucci Ribeiro Bastos.

Tereza Cristina e Paulo da Costa Ribeiro eram membros do MR8 quando se casaram em 17 de julho de 1970. Ela tinha  24 anos e ele 25 anos, na ocasião em que oficiaram o matrimônio na mais rígida clandestinidade. Ambos eram perseguidos político.

Em julho de 1972, Paulo foi preso no bairro da Urca, Rio de Janeiro e levado para o Destacamento de  Operações de Informações – Centro de Defesa Interna (Doi-Codi),  localizado na rua Barão de Mesquita, bairro da Tijuca e posteriormente ao CISA – Centro de Informações da Aeronáutica, na Base Aérea do Galeão.

Diante das inúmeras informações que Paulo da Costa havia sido preso e estava sendo torturado, sua família passou a procurá-lo,  Tal como os demais familiares de desaparecidos políticos foram de quartel em quartel em busca de informações, e recebiam a clássica resposta de “nada a dizer”.

Passaram-se dez anos de buscas infrutíferas, até que em 1982, Tereza Cristina casou com o líder sindical José Ibrahim.

Para legalizar esse casamento, a socióloga teve que fazer uma longa peregrinação pelas repartições públicas, até conseguir pela CMDP – Comissão dos mortos e Desaparecidos Políticos, o reconhecimento da morte em tortura de Paulo da Costa Ribeiro e o Atestado de Óbito no Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais da Comarca do Rio de Janeiro.

 

 

 

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1 comentário

  1. Diva santana says:

    Aluízio vc é o único ex preso político que se compromete com a criteriosa pesquisa sobre os 21 anos de perseguicao, torturas e mortes de brasileiros, com vistas aos esclarecimentos, contribuindo com resgate da memória dos nossos compatriotas. Parabéns e conte comigo.

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