Dissertação de Mestrado apresentada como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em História, pelo Programa de Pós-Graduação em História, Poder e Práticas Sociais, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná Valdir Sessi Esta dissertação objetiva estudar a organização e a atuação dos aparelhos repressores, formados pelas Agências de Segurança da Itaipu Binacional e pelo Consórcio UNICON, durante o período de 1974 a Para a realização desta pesquisa, foram selecionadas ocorrências que envolviam os trabalhadores e produzidas pelas secretarias dessas mesmas agências, além de narrativas de trabalhadores e guardas de segurança, pertencentes a esses aparelhos. Neste sentido, o estudo inicia-se com a discussão acerca da origem militar dos agentes, bem como sobre a militarização dos corpos de segurança de cada uma delas. Esta discussão, presente no primeiro capítulo, permitiu, ao longo do estudo, aproximar o aparelhamento militar da ditadura vigente à atuação das referidas agências. Assim, a incidência de torturas contra os trabalhadores, no Canteiro de Obras e nas áreas destinadas à moradia dos trabalhadores, era endossada por um poder mais amplo e que transcendia o próprio Canteiro de Obras. Neste contexto, percebe-se que a formação militarizada ou paramilitar desses agentes deu sentido à transformação do complexo da Itaipu Binacional em uma “Instituição Total”. O mundo policial que se formou em torno dessas agências ou pequenas Unidades Militares tinha uma finalidade, isto é, para além da manutenção da ordem, criar um consenso entre a massa de trabalhadores de que eles estavam todo o tempo sendo vigiados e de que suas ações eram passíveis de punições. Se havia essas características militares e de constante vigilância na sociedade externa ao Canteiro de Obras, necessitava-se, também, de trazer para a usina, em termos de burocracia e práticas, os mesmos procedimentos adotados pelos aparelhos policiais regulares. Assim, as referidas Agências de Segurança mantiveram o signo da tortura e da repressão contra os trabalhadores comuns, durante o tempo que durou a construção da barragem. Os recibos de pessoas, comumente trocados entre os órgãos policiais, quando da entrega e recebimentos de indivíduos presos, foram também adotados pelos setores militarizados da Itaipu. Coroava-se, desta maneira, um complexo esquema repressivo que se mantinha ligado às demais entidades formadoras da base das Comunidades de Informações cionais. Se, nos primeiros capítulos, o estudo intensificou a análise do aparelhamento policialesco em torno do Canteiro de Obras; nos momentos seguintes, sai da esfera da militarização. Desta outra …
DAS TERRAS DOS ÍNDIOS A ÍNDIOS SEM TERRAS O ESTADO E OS GUARANI DO OCO’Y
2013_marialuciabrantdecarvalho FOTOS AGÊNCIA PÚBLICA DAS TERRAS DOS ÍNDIOS A ÍNDIOS SEM TERRAS O ESTADO E OS GUARANI DO OCO’Y: VIOLÊNCIA, SILÊNCIO E LUTA Maria Lucia Brant de Carvalho Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, para obtenção do título de Doutora em Geografia. “Entre 2001 e 2007 a antropóloga Maria Lucia Brand de Carvalho , a Malu, estudou e conviveu, …
ACERVO SOBRE A DITADURA MILITAR EM SANTA CATARINA
O acervo sobre a ditadura militar em Santa Catarina, composto por recortes de jornais e revistas, relatórios, gravações de som e vídeo, dossiês de presos políticos, fotografias e folders que registram dados …
TRAJETÓRIA DE UM EX-FUNCIONÁRIO DO BANCO DO BRASIL QUE FINANCIAVA A RESISTÊNCIA À DITADURA
Jorge Medeiros Valle, bancário carioca, é um dos personagens mais controvertidos da esquerda que optou pela luta armada durante o regime militar. S ua história virou filme, cujo nome intitula …
NANDO, IRMÃO DO ZICO FOI PRESO E TORTURADO PELA DITADURA MILITAR
O irmão do maior ídolo da história do Flamengo se tornou o primeiro jogador de futebol anistiado do Brasil. Nando foi um perseguido politico da ditadura militar. O irmão do …
CÁLICE QUEBRADO E OUTRAS HISTÓRIAS
Ao me deparar com a jornalista Juliana Machado com aquela estampa punk bateu preconceito. Hoje, eu tenho vergonha de contar, mas quando ela veio me entrevistar com piercings no nariz, …
UM POUCO DA HISTÓRIA DE JOÃO ROUCO, O SECUNDARISTA ATINGIDO NA GARGANTA POR TIRO DE PISTOLA
João Manoel Fernandes era secundarista do Colégio Estadual do Paraná quando começou sua luta contra a ditadura militar. Começou em 1966, militando no Movimento Estudantil Livre – MEL e no …
DICIONÁRIO E REVISTA COQUETEL DE PALAVRAS CRUZADAS FORAM CENSURADAS PELA DITADURA
A ditadura militar criou em todo o País uma onda de perseguição tão grande, proporcionando que até delegados de polícia do interior prendessem sob alegação de subversão e dessem pitacos …
SATURNINA ALMADA, UM RELATO DE TORTURAS NOS CÁRCERES DA DITADURA PARAGUAIA
HOMENAGEM A SATURNINA ALMADA. ” estive presa 13 anos, por Pensar diferente do regime ” Recente morreu a militante anti ditatorial, dona Saturnina Almada, mais conhecida como Tina. O Grupo …









